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Quem ficou devendo? As seleções que mais decepcionaram na primeira fase da Copa do Mundo

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A fase de grupos da Copa do Mundo chegou ao fim e, com ela, o torneio já conhece todos os classificados para o mata-mata. Além das seleções que confirmaram o favoritismo, algumas equipes ficaram muito abaixo das expectativas e encerraram sua participação de forma precoce.

Mudanças de treinador, problemas internos, lesões, falta de entrosamento e atuações inconsistentes marcaram campanhas decepcionantes de seleções que eram apontadas, no mínimo, como candidatas a uma vaga nas fases eliminatórias.

Outras, apesar da classificação, também deixaram dúvidas e ainda precisam evoluir para sonhar com voos maiores no Mundial.

As maiores decepções

Tchéquia

Depois de um ciclo irregular, marcado pela eliminação precoce na Eurocopa de 2024 e pela classificação conquistada nos playoffs sobre a forte Dinamarca, a Tchéquia não chegava como favorita, mas esperava-se uma campanha competitiva.

Com jogadores experientes como Patrik Schick, Tomáš Souček e Vladimír Coufal, a equipe terminou a fase de grupos com apenas um ponto em três jogos.

O sistema ofensivo mostrou pouca criatividade e ficou praticamente restrito às bolas aéreas, encerrando uma participação bastante discreta.

Coreia do Sul

Mesmo após um ciclo instável, os sul-coreanos iniciaram a Copa de forma promissora ao vencer a Tchéquia na estreia.

No entanto, a derrota para o México e o tropeço diante da África do Sul, quando um simples empate garantia a classificação, decretaram a eliminação da equipe.

Sem criatividade ofensiva e com Son longe de seu melhor futebol, a Coreia do Sul ficou fora do mata-mata. A campanha culminou no pedido de demissão do técnico Hong Myung-bo.

Turquia

Uma das seleções mais aguardadas do torneio, a Turquia chegou embalada pela excelente campanha na Eurocopa e pela boa geração formada por Arda Güler, Kenan Yıldız e companhia.

Mesmo encontrando dificuldades nas Eliminatórias, os turcos eram apontados como favoritos em um grupo com Estados Unidos, Paraguai e Austrália.

Apesar de criar inúmeras oportunidades, a equipe sofreu com a falta de pontaria. Foram 28 finalizações na derrota para a Austrália e outras 33 diante do Paraguai, mesmo atuando boa parte da partida com um jogador a mais.

A vitória sobre os Estados Unidos na última rodada serviu apenas para amenizar a frustração de uma eliminação precoce.

Tunísia

A Tunísia já não era apontada como favorita à classificação, mas a campanha ficou muito abaixo do esperado.

Após sofrer uma goleada por 5 a 1 para a Suécia na estreia, a federação demitiu Sabri Lamouchi e contratou Hervé Renard às pressas durante o torneio.

Sem tempo para implantar seu trabalho, Renard acumulou derrotas para Japão e Holanda.

A equipe terminou com uma das piores defesas da competição, ao lado do Iraque, e foi a única representante africana eliminada ainda na fase de grupos.

Uruguai

Até aqui, talvez seja a maior decepção da Copa. Dentro de campo, a equipe apresentou um futebol muito abaixo do esperado. Fora dele, problemas entre Marcelo Bielsa e os principais jogadores do elenco agravaram ainda mais a crise.

Muslera, bancado pelo técnico aos 40 anos, falhou nos três jogos do Mundial e o Uruguai empatou com Arábia Saudita e Cabo Verde antes de ser derrotado pela Espanha, sendo eliminado ainda na primeira fase.

Após a eliminação, a crise ganhou novos capítulos. A Associação Uruguaia de Futebol cancelou o voo fretado da delegação, obrigando jogadores e comissão técnica a retornarem em voos comerciais separados.

Tudo indica que Marcelo Bielsa não permanecerá no comando da seleção.

Ainda não convenceram

Bélgica

A renovada geração belga conseguiu a classificação, mas esteve longe de empolgar.

Mesmo contando com nomes como De Bruyne, Lukaku, Courtois, Doku e De Ketelaere, os belgas empataram com Egito e Irã e só garantiram a vaga na última rodada ao vencer a Nova Zelândia.

Agora, terão um duro teste diante do Senegal, oportunidade para provar que podem evoluir na competição.

Espanha

Líder do grupo, invicta e sem sofrer gols, a Espanha avançou, mas ainda não apresentou o futebol dominante esperado da atual campeã da Eurocopa.

As lesões de Lamine Yamal, Nico Williams e outros jogadores importantes afetaram o desempenho ofensivo da equipe, que encontrou dificuldades principalmente no empate sem gols diante de Cabo Verde.

Mesmo classificada, a seleção espanhola ainda busca recuperar o brilho demonstrado no ciclo anterior.

Portugal

Depois do título da Nations League, esperava-se que Portugal chegasse ao Mundial em alta.

No entanto, a equipe de Roberto Martínez segue sem convencer. O empate diante da RD Congo, as constantes mudanças na equipe titular e a falta de consistência coletiva impediram os portugueses de terminar na liderança do Grupo K.

A goleada sobre o Uzbequistão mostrou o potencial do elenco, mas o desempenho diante de adversários mais fortes voltou a gerar dúvidas.

Agora, Portugal encara a Croácia nos 16 avos de final e poderá enfrentar a Espanha já na fase seguinte. Será o maior teste da seleção até aqui e a oportunidade para mostrar que ainda pode brigar pelo título.

FOTO: ADIDAS/EFE

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